
A Boavista SAD viu a sua liquidação aprovada pelos credores no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, depois de rejeitado um novo plano de recuperação que previa manter apenas a equipa de sub-19. A sociedade acumula um passivo superior a 150 milhões de euros e a decisão encerra um processo que se arrastava desde maio.
Quase três meses depois do fim do leilão eletrónico dos dois ativos imobiliários, promovido no sítio da Leilosoc, o grupo lisboeta apresentou uma oferta acima da verba mínima de licitação. A novidade foi conhecida nesta sexta-feira.
Em junho, o complexo desportivo adjacente ao estádio já tinha recebido uma proposta de 6,5 milhões de euros, superior aos 5,9 milhões tabelados em hasta pública. Podia ser vendido isoladamente ou em conjunto com o próprio Estádio do Bessa, cujo valor mínimo ascendia a 27 milhões de euros. Não teve licitações nessa fase.
O conjunto dos dois imóveis tinha um preço mínimo de 32,9 milhões de euros. A quantia é inferior aos 25,7 milhões da melhor oferta registada anteriormente no processo mediado pela Leilosoc, valor agora ultrapassado pela nova proposta.
O negócio vai ser avaliado pela administradora judicial do Boavista, Maria Clarisse Barros. Só avançará com aprovação dos credores. A decisão será discutida em tribunal.
O Estádio do Bessa foi reinaugurado em 2003. Está inutilizado há mais de um ano por impedimento das autoridades. Tem quase 78 mil metros quadrados de área. Constitui o principal ativo imobiliário do clube, que integrou a lista de recintos do Euro-2004.