Ir para o conteúdo
Insolvências sobem 1,3% até agosto, para 1.327 processos

Insolvências sobem 1,3% até agosto, para 1.327 processos

Por: DossieInsolvência8/09/2026
Entre janeiro e agosto de 2026 foram abertos 1.327 processos de insolvência em Portugal, mais 1,3% do que no período homólogo, segundo a Informa D&B.

O barómetro da Informa D&B traça um retrato ambíguo do tecido empresarial português nos primeiros oito meses de 2026. As insolvências voltaram a subir. A criação de novas empresas recuou. Os encerramentos, por seu lado, diminuíram face ao ano anterior.

Insolvências por setor

O aumento das insolvências não foi uniforme. As atividades imobiliárias registaram a subida mais expressiva, com mais 32 processos face ao ano anterior, uma duplicação face a 2025.

O alojamento e a restauração somaram mais 20 insolvências, um crescimento de 15%.

Os serviços gerais tiveram mais 14 processos, um aumento de 18%, concentrado sobretudo na região da Grande Lisboa.

Nem todos os setores seguiram esta tendência. A agricultura e outros recursos naturais registaram uma redução de 40% nas insolvências, menos 17 processos.

Os serviços empresariais recuaram 12%. Foram menos 16 casos.

Criação e encerramentos

Do lado da criação de empresas, foram constituídas 36.124 novas sociedades entre janeiro e agosto, menos 1.116 do que no mesmo período de 2025. A quebra atingiu praticamente todos os setores.

A construção foi exceção, com 5.398 novas empresas, mais 13% do que há um ano. Tornou-se o segundo setor com mais constituições em termos absolutos.

As tecnologias de informação e comunicação também cresceram, com mais 135 novas empresas, um avanço de 5,3%. Em conjunto, os serviços empresariais e gerais, a construção e as atividades imobiliárias concentram quase dois terços de todas as constituições registadas desde o início do ano.

As maiores quebras verificaram-se na agricultura e outros recursos naturais, com menos 353 constituições, uma descida de 27%.

O alojamento e a restauração perderam 347 novas empresas, menos 10%.

Os transportes recuaram 12%. Foram menos 309 novas empresas.

A quebra geográfica também foi generalizada. Lisboa, Faro e Funchal registaram as maiores quedas na criação de empresas, enquanto apenas cinco distritos contrariaram a tendência:

  • Angra do Heroísmo: mais 21%
  • Santarém: mais 4,4%
  • Vila Real: mais 2,9%
  • Coimbra: mais 2,3%
  • Porto: mais 0,6%

Apesar do aumento das insolvências, o número global de empresas encerradas diminuiu. Até agosto, encerraram 7.802 empresas, menos 13,7% do que no mesmo período de 2025.

Considerando os 12 meses terminados em agosto, o total sobe para 14.483 encerramentos, uma redução homóloga de 7,8%.

Esta descida foi transversal à generalidade dos setores, com destaque para os serviços empresariais e o retalho. Os transportes foram a exceção, com um aumento de 1% nos encerramentos.