
O Boavista Futebol Clube arrastava, desde setembro de 2025, um processo de insolvência motivado por uma dívida superior a 150 milhões de euros. Em julho, as instalações do Bessa chegaram a ser encerradas. Em agosto, a atividade foi reaberta sob condições. A reunião desta quarta-feira devia decidir o destino do plano de recuperação do clube, num processo distinto do que envolveu a Boavista SAD.
A administradora de insolvência, Maria Clarisse Barros, confirmou no início da assembleia que o clube está a cumprir as injunções fixadas no despacho de reabertura. Rui Garrido Pereira explicou à Lusa que os credores hipotecários votaram contra. Consideraram que os seus interesses não ficavam protegidos pelo plano apresentado.
A direção tinha apresentado, além do plano de recuperação, um plano de negócios. Nenhum dos dois reuniu apoio da maioria dos credores com a fatia mais relevante da dívida.
Em comunicado, a direção classificou o resultado como «um revés muito sério». Prometeu continuar a negociar com os credores hipotecários. O objetivo é apresentar, até ao final de outubro, uma nova proposta com condições de ser aprovada.
O tribunal fixou o dia 31 de outubro como prazo limite para garantir a continuidade do clube. As 31 modalidades mantêm a atividade. Cerca de 1.500 atletas estão abrangidos pelo plano em discussão.
A direção agradeceu também aos credores que não votaram contra a proposta. Considerou que esses continuam a ver viável a recuperação da instituição. Rui Garrido Pereira reiterou que o clube se mantém em funcionamento, tal como tem sucedido desde a reabertura da atividade.