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JTA propõe comprar os créditos dos credores do Boavista

JTA propõe comprar os créditos dos credores do Boavista

Por: DossieInsolvência17/10/2026
A JTA International Investment Holding apresentou uma proposta não vinculativa para adquirir os créditos dos principais credores do Boavista. A administradora de insolvência criticou entretanto a direção do clube.

O Boavista Futebol Clube, do Porto, está em processo de insolvência com dívidas superiores a 150 milhões de euros. Os credores rejeitaram o plano de recuperação a 7 de outubro, e o tribunal fixou o dia 31 de outubro como prazo limite para garantir a continuidade do clube.

A JTA International Investment Holding, empresa do Catar, apresentou uma proposta para adquirir os créditos dos principais credores. É uma proposta inicial e não vinculativa. Segundo a JTA, a intenção é assumir a posição desses credores e explorar a forma de contribuir para a reestruturação do clube, sem comprar, nesta fase, o Estádio do Bessa nem outro ativo.

Na assembleia de 7 de outubro, os credores aprovaram ainda a venda do Estádio do Bessa e do complexo envolvente à Frozenspark, por 33 milhões de euros. Essa venda não resolve, por si só, a questão da continuidade do clube.

Críticas à direção

A administradora de insolvência respondeu por escrito. Clarisse Barros dirigiu a comunicação ao presidente da direção, Rui Garrido Pereira, e à Lusa, e manifestou «profunda tristeza» e «inequívoco desagrado» com as declarações do dirigente ao jornal O Jogo. Nelas, Garrido Pereira defendeu que o encerramento, previsto para o final de outubro, pode ser revertido.

Clarisse Barros rejeita ser responsabilizada pelas opções de gestão da direção e recorda que, após a rejeição do plano, o processo prossegue com a liquidação do ativo. O prazo é 31 de outubro. Lamenta que a direção o tenha omitido em público, apesar de ter sido adiado a pedido do próprio clube para 31 de outubro de 2026.

A administradora classificou como «no mínimo reprovável» um procedimento relativo à marca do clube. A marca está sob avaliação, para apurar se houve tentativa de empobrecimento da massa insolvente.

A 10 de outubro, a associação Panteras Negras denunciou o registo da designação em nome da sociedade Boavista Global, Lda., ligada, segundo a denúncia, a Rui Garrido Pereira e ao presidente-adjunto, Reinaldo Ferreira. A claque pediu providências cautelares, a oposição formal ao registo e uma participação ao Ministério Público.

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