
Segundo a 'Sábado', a história terá começado em 1999, quando a Impala tentou comprar a distribuidora Electroliber. Não conseguiu e isso desencadeou uma guerra entre as duas, como se pode ler num acórdão de 6 de maio de 2008 do Tribunal da Relação de Lisboa. A Electroliber dominava as operações no terreno e, em troca, ficava com uma percentagem (10% a 11%) do preço de capa de cada revista. Só a Electroliber distribuía as revistas da Impala e esta valia "40% a 50% do volume de negócios" da empresa. Subitamente, Jacques Rodrigues dizimou a empresa, como se lê no acórdão: "Em 4 de maio de 2001, a ré [Impala], alegando que a Electroliber não lhe pagava a exclusividade da distribuição, alterou unilateralmente aquelas percentagens para 7%." Mais: a redução teria efeitos retroativos desde janeiro de 2000, e daí "debitou-lhe um pretenso crédito no valor total de 260.000.000$00 [1,75 milhões de euros a preços de hoje]". Ao mesmo tempo, começou a retirar-lhe a distribuição "unilateralmente e sem aviso prévio."