O pedido ainda não deu entrada, mas a intenção foi confirmada na segunda-feira, 19 de outubro, por várias fontes da empresa. Segundo uma delas, o grupo não vê solução para o projeto e considera que o recurso ao fundo de garantia salarial passa por este passo. O escritório de advogados que apresentará o pedido já terá sido escolhido.
Filipe Caetano, ex-trabalhador do Conta Lá, confirmou a existência de um movimento de trabalhadores que vai requerer a insolvência. Duas fontes que pediram anonimato confirmaram a mesma intenção.
Os primeiros salários em atraso datam de maio. Alguns trabalhadores, com remunerações mais baixas, terão recebido em setembro, mas a maioria acumula atrasos de quatro a cinco meses, segundo uma das fontes.
Os diretores estão demissionários desde sexta-feira e devem formalizar a saída ao longo desta semana. Vários foram contactados; apenas um atendeu e recusou fazer comentários.
A assembleia-geral elegeu em 12 de agosto uma Comissão de Gestão, composta por Rui Rego, Diogo Alexandre e Paulo Rego, com mandato até dezembro, que nunca chegou a tomar posse. O projeto necessitava de uma injeção de capital de cinco milhões de euros, ainda não concretizada.